sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Encerrando ciclos








Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. 
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perderemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver...
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram...
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer, para si mesmo, que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó...
Mas tal atitude será um desgaste imenso para as pessoas ao seu redor (incluindo você) porque todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, mas serão afetados se você estiver parada...  
Ninguém pode estar, ao mesmo tempo, no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará...  
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem...
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e, o desfazer-se de certas lembranças, significa, também, abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora, soltar, desprender-se...  
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que compreendam seu amor...
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa que mostra como você foi abalado com determinada perda: isso o estará apenas envenenando e nada mais...
Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque, simplesmente, aquilo já não se encaixa mais na sua vida...

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem você é...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A BORBOLETA E O CAVALO


Havia uma borboleta e um cavalo que moravam na mesma floresta. 
A borboleta voava por todos os cantos da floresta, visitando os animais e enfeitando a paisagem. Já o cavalo não era um bicho que pudesse viver entregue a natureza, ele era mais reservado. Mas os dois eram livres e, apesar das suas diferenças, em certo momento da vida se aproximaram e criaram um elo. Um dia uma pessoa colocou um cabresto no cavalo e esse, então, teve sua liberdade limitada. A borboleta, embora tivesse amizade de muitos animais e a liberdade de voar para aonde quisesse, preferia fazer companhia ao cavalo. 
E não era por pena. Simplesmente ela gostava do cavalo. Assim, toda vez que podia, ela ia visitar o cavalo.
No entanto, era sempre recebida por ele com um coice, somente depois é que o cavalo sorria. Mas nessas idas e vindas, a borboleta optava por ignorar os coices e apreciar somente os sorrisos. 
Em todas as visitas, o cavalo insistia a borboleta que lhe ajudasse a carregar o cabresto, porque era demais pesado para ele. Ela, muito dedicada, tentava de todas as formas ajudá-lo, mas não conseguia porque era uma criatura muito frágil.
O tempo foi passando e certo dia de verão a borboleta não apareceu. O cavalo, que estava super preocupado em como retirar aquele cabresto, não percebeu o sumiço da borboleta. Somente quando chegou o inverno é que ele se deu conta de que estava sozinho, sem a borboleta. Resolveu, então, sair do seu canto e em um esforço maior do que o normal, passou a procurar a borboleta por todos os locais. Cansado, parou debaixo de uma árvore. Um elefante que passava por ali se assustou com o cavalo ao leu e perguntou o que ele estava fazendo ali. Quando o elefante percebeu que ele era o cavalo do cabresto que a borboleta tanto falava, disse “Ah, você é o famoso cavalo! A borboleta sempre falava muito bem de você”. O elefante, logo em seguida, contou ao cavalo que a borboleta havia morrido há algum tempo devido a muitos coices que ela tinha levado. Explicou que ela sempre voltava toda ferida. 
"Todos queriam ajudar, mas a borboleta só queria contar sobre suas visitas e as suas maravilhas. Não teve jeito, um dia a borboleta perdeu suas asas, depois ficou fraca, triste e morreu”.
 “E ela não mandou me chamar nesses últimos dias?”. 
“Não, todos os animais queriam lhe avisar, mas ela disse que não deveríamos lhe perturbar com coisas pequenas porque você tinha um grande problema, o qual ela nunca foi capaz de ajudar a resolver”.

Se você é uma borboleta, nunca se esqueça de sua fragilidade e limitação quando for visitar um cavalo. Não adianta apenas ignorar as feridas, é preciso tratá-las. Por isso não se culpe e nem pense que você irá incomodar levando suas dificuldades aos outros. Todos um dia precisam de ajuda, inclusive você.
Todos têm defeitos e problemas, mas nem sempre você será capaz de ajudar.
Se você é um cavalo, não desconte na borboleta o cabresto que lhe foi colocado pela vida, ela não suportará para sempre os coices que vem de você. Aprenda a apreciar a fragilidade da borboleta e não insista que ela seja tão forte quanto você. Não exija além do que ela é capaz de oferecer. 
E não espere que ela reaja como você, porque a borboleta tem asa e não pata.
Espero que você possa aceitar as coisas como elas são, sem pensar que tudo conspira contra você. Que você possa aceitar que só quem soube o que é sombra, pode saber o que é luz. Que você possa ter forças para vencer todos os seus medos a fim de alcançar seus objetivos. Que tudo aquilo que você vê ou escuta possa tornar-se conhecimento. Porque parte de nós é o que vivemos e entendemos, a outra parte é o que esperamos e aprendemos.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sob Pressão


Pressão deve vir de dentro, para depois ser transformada num sentimento de empolgação e exuberância. Pat Riley 

Todos os dias você pode estar sob a ameaça de variadas formas de pressão - pressão para agradar seus pais, sua família, seus amigos; ou pressão para de uma forma passiva se submeter às regras de um determinado grupo, comissão ou empresa. 

Considere, por exemplo, quanta influência você permite - em apenas um dia – que outras pessoas exerçam sobre seus pensamentos e seu comportamento. Você está temeroso de que as pessoas não gostem de você, ou desaprovem suas atitudes ou comportamento? Você se veste para impressionar outras pessoas? Você tem dificuldades em expressar sua opinião, quando ela difere da opinião dos outros? Sucumbir às pressões alheias significa curvar-se à opinião de outros, anulando as próprias convicções. 

A próxima vez em que você se encontrar diante do dilema de fazer o que os outros desejam que você faça, em lugar de permanecer firme naquilo em que você acredita, e está convencido de ser a verdade, diga a você mesmo: Eu sou amado de Deus, e tenho um valor muito especial diante de seus olhos; a minha auto-estima, portanto, não depende da aprovação das outras pessoas. 

Ao trazer à mente essa preciosa realidade, você irá perceber que lidar com pressões assumirá uma nova e encorajadora postura. . 

Nélio DaSilva 

Para Meditação: 

O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo. Sofonias 3:17

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

EQUILÍBRIO



Ser alegre e não extrovertido no sentido negativo... 

Ser sincero e não machucar... 

Ser firme nas idéias e não arrogante... 

Ser humilde e não submisso... 

Ser rápido e não impreciso... 

Ser contente e não complacente... 

Ser despreocupado e não descuidado... 

Ser amoroso e não apegado... 

Ser pacífico e não passivo... 

Ser disciplinado e não rígido... 

Ser flexível e não frouxo... 

Ser comunicativo e não exagerado... 

Ser obediente e não cego... 

Ser doce e não melado... 

Ser moldável e não tolo... 

Ser introspectivo e não enclausurado... 

Ser determinado e não teimoso... 

Ser corajoso e não agressivo... 

Em tudo é necessário equilíbrio... 

domingo, 21 de agosto de 2011

VIDA...



Dizem que a vida é curta, mas não é verdade.
A vida é longa para quem consegue viver pequena felicidade.
E essa tal felicidade anda por ai, como uma criança tranqüila brincando de esconde-esconde.
Infelizmente às vezes não percebemos isso e passamos nossa existência colecionando nãos:
A viagem que não fizemos, o presente que não demos, a festa que não fomos, o amor que não vivemos, o perfume que não sentimos.
A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador; quando se é piloto e não passageiro, pássaro e não paisagem, cavaleiro e não montaria.
A vida é feita de instantes, não tenha medo do futuro.
A morte não é a maior perda da vida.
A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.

domingo, 31 de julho de 2011

Amanhã?

 "Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal". (Mateus 6:34)
É povo lindo, como que no ciclo da vida parece haver determinadas porções de tribulações e de dificuldades.
Ontem na igreja, conversava com alguns parceiros da fé a respeito de um projeto que falhou. Como é engraçado, o que parece ser concreto torna-se de repente um fiasco!
Ainda bem que em tudo, a palavra de Deus nos ensina! E hoje o versículo acima gritou no meu coração:
Seja em grande ou pequena quantidade, o mal virá. Ele vem para os bons e para os maus; para os santos e para os pecadores; para os salvos e para os condenados. O mal sempre vem!
Jesus precaveu seus discípulos a respeito disso; e, diante desta realidade, o Salvador liberou duas possibilidades: ser conformado com o mal do dia apenas, ou inquietar-se de tal modo a sofrer o mal do dia de hoje e dos dias que se seguirão.
Você percebeu como essa inquietação com o amanhã tem transtornado sua fé? Viu como sua vida perdeu a alegria? Acha natural viver desse modo?
Jesus quer lhe ensinar a ir muito além! Uma vida de fé e confiança integral em Deus é possível. Nós nem sabemos se teremos amanhã; para que se preocupar tanto com ele? Pense nisso, Jesus não quer que você sofra tanto assim! Deixa Ele cuidar de você!
Fica na Paz e em Paz! E quem sabe, até mais.
Por Danilo Souza

sábado, 30 de julho de 2011

Desertos da vida


Na vida passamos por muitas fases, e algumas delas chamamos de desertos existenciais.
São momentos em que nos sentimos áridos, desprovidos de fé.
Foi no deserto que o povo de Deus sofreu, mas também foi nele que o povo aprendeu a amá-lo!

Assim como Moisés não estava sozinho quando caminhava com o povo no deserto, pois “o Senhor se entretinha com ele face a face, como um homem fala com seu amigo” (Ex 33,11), mostrando o caminho e apoiando-o quando o povo não acreditava mais nas suas palavras, sabemos que Deus caminha conosco em todas as situações e principalmente nos momentos mais difíceis.

Ao chorarmos a dor de um amor destruído, ao sentirmos a rejeição e o abandono dos amigos e familiares, ao sofrermos as perdas inesperadas  e o luto que nos arranca um pedaço da alma, vivenciamos crises existenciais profundas, que parecem não ter fim, e passamos pelos “desertos da vida”, nos quais sofremos muito.
Contudo, não podemos cair no desespero e sim devemos aproveitar estes momentos para nosso crescimento espiritual.

Deus não permite que sejamos provados além das nossas forças e o sofrimento vem para nos ensinar a sermos perseverantes, e bem disse o apostolo Paulo aos Romanos:
“a tribulação produz perseverança”. (Rm 5,3)

É preciso permitir que Deus conduza nossa vida, pois somente pela fé podemos enfrentar as adversidades e os momentos de deserto.
O Senhor deseja renovar nossas forças e quer ajudar-nos a vencer os momentos de crise, fazendo com que da terra árida da nossa existência brotem rios de água viva!

“Aqueles que contam com o Senhor renovam suas forças; ele dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão para frente sem se fatigar.”  
(Is 40,39)